15/03/2024

Cigarrinha-africana: o que já sabemos?

foto divulgação 
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Cigarrinha africana na folha de milho

Uma nova espécie de cigarrinha foi identificada no Brasil. Conforme os trabalhos já publicados, é provável que a cigarrinha-africana (Leptodelphax maculigera) esteja no Brasil há bastante tempo e algumas das estratégias de manejo já demonstram eficácia.

A Corteva Agriscience, preocupada com os produtores brasileiros e com a cadeia produtora de milho, está monitorando atentamente os novos estudos que estão surgindo e já incorporou essa cigarrinha-africana (Leptodelphax maculigera) na sua linha de estudo de Proteção de Cultivos.

Poucos trabalhos científicos já foram finalizados. Desta forma, alguns dados como o ciclo biológico da praga ainda não foram catalogados. Mas, conforme alguns resultados de pesquisas, é possível considerar que o manejo químico e a maioria das outras táticas de controle da cigarrinha-do-milho funcionam de modo semelhante para a cigarrinha-africana. 

Figura 1. Adultos de Leptodelphax maculigera e Dalbulus maidis (a) e adulto de Leptodelphax maculigera em planta de milho (b). Fotos: Ferreira et al., 2023

Já é sabido também que a cigarrinha-africana possui hábito alimentar polífago e preferencialmente em Poaceae, o que leva a crer que esta espécie não é dependente só do milho para reprodução, ao contrário do que ocorre com a cigarrinha-do-milho. Se isso for confirmado, a cigarrinha-africana pode sobreviver em outros hospedeiros e manter uma população mais elevada ao longo do ano. Esse fato também pode contribuir para que a cigarrinha-africana tenha uma baixa infecção com os Mollicutes causadores dos enfezamentos (fitoplasma e espiroplasma), pois sabemos que estes não persistem vivos em outras plantas a não ser o milho. 

Ainda assim, as práticas de manejo como redução da janela de semeadura e eliminação de milho voluntário, certamente continuarão muito relevantes, pois o milho é a única espécie hospedeira dos patógenos que causam enfezamentos no Brasil.

Por fim, a cigarrinha-africana aparentemente transmite as mesmas doenças que estamos acostumados a conviver na cultura do milho. Isto é: o maior dano é causado pelos patógenos transmitidos e não pelo processo de alimentação em si.

Tabela 1.
Paulo Roberto da Silva, Pesquisa Agronômica - Cerrados e Paulo Roberto da Silva e Josemar Foresti,  Crop Protection, Discovery & Development.

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Texto baseado no estudo técnico de Paulo Roberto da Silva, Pesquisa Agronômica - Cerrados e Josemar Foresti, Crop Protection, Pesquisa e Desenvolvimento.