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O que é o milho Bt ?

 

As variedades de milho Bt, ou variedades protegidas mediante a tecnologia YieldGard (1), são classes de milho geneticamente melhoradas para as tornar tolerantes à ação de duas espécies de larvas do milho (Sesamia nonagrioides e Ostrinia nubilalis) habitualmente conhecidas como “brocas”. Ou seja, são híbridos de milho onde se aplicaram técnicas precisas de melhoramento para conseguir que a própria planta seja tolerante aos danos das brocas.

Desde os anos 30 que se conhece a utilidade das proteínas Bt para o controlo das pragas. Estas proteínas são assim designadas porque procedem de Bacillus thuringiensis, uma bactéria natural endémica no solo. As variedades YieldGard são capazes de produzir, em pequenas quantidades, uma proteína Bt (Cry1Ab), muito eficaz contra a broca, mas inócua para o homem, o gado, o resto da flora e da fauna e para os inimigos naturais das pragas.

Quando as pequenas lagartas de broca tentam danificar a planta do milho ingerem a proteína Bt. Uma vez ingerida, as próprias enzimas digestivas da lagarta ativam a forma tóxica da proteína, que age rapidamente danificando o aparelho digestivo da larva. Assim, consegue-se um controlo muito eficaz das lagartas de broca, sem risco para outros insetos benéficos e para o resto da fauna. Esta proteção estende-se a toda a planta durante todo o ciclo da cultura. Os híbridos que incluem esta tecnologia são idênticos no seu comportamento agronómico aos híbridos convencionais, dos quais derivam e apenas se diferenciam na capacidade de se protegerem contra os danos da broca.  

 
 
 
(1)YieldGard é uma marca registada, usada sob licença da Monsanto

 

Utilização do milho Bt 



O desenvolvimento de populações de insetos resistentes é uma possibilidade que deve ser sempre considerada no controlo de pragas, tanto no caso da utilização de inseticidas, como de proteção genética. A melhor forma de garantir que as variedades YieldGard continuam a ser eficazes face às brocas, durante o máximo de tempo possível, é realizando uma boa prevenção da resistência.

Os insetos resistentes encontram-se presentes nas populações naturais, ainda que sejam muito pouco frequentes. Se a utilização de milho Bt se repetir, os escassos insetos que sobreviverem transmitirão a resistência às futuras gerações. Por essa razão, os investigadores consideram que a melhor forma de evitar o aparecimento de populações  de insetos resistentes ao milho Bt é combinar um controlo eficaz nos campos de milho Bt, com zonas próximas de milho convencional denominadas "refúgio". Assim, as borboletas procedentes da pequena proporção de lagartas resistentes, que sobrevivam num campo com milho Bt, serão impelidas a acasalar com as procedentes da zona de milho convencional, preservando assim a susceptibilidade da descendência e, portanto, o possível controlo através de futuras sementeiras de milho Bt.

 

Para manter a proteção, semeie refúgios.

 

O objetivo de um refúgio é manter insetos sensíveis nas populações de broca:

  • Se semear mais de 5 ha de milho Bt, mesmo que este esteja distribuído por várias parcelas, é obrigatório a sementeira de uma área de refúgio.
  • A dimensão do refúgio deve ser de aproximadamente 20% do total da área de milho semeado na exploração (Exemplo: numa exploração de 10 ha, 8 ha podem ser de milho Bt e 2 ha de refúgio com variedades de milho convencional)
  • Recomenda-se que o refúgio seja semeado junto ao milho Bt, com uma variedade convencional de ciclo e data de sementeira semelhante. Se isto não for possível dever-se-á estabelecer uma parcela que se encontre a menos de 750 m do milho Bt. SÃO POSSÍVEIS DIFERENTES OPÇÕES E PODEM SERVIR PARA FACILITAR A COEXISTÊNCIA: O milho convencional do refúgio deve ser manuseado de forma idêntica ao milho YieldGard, e deve optar-se por escolher um híbrido do mesmo ciclo. Não se recomenda a aplicação de tratamentos contra as brocas e nunca se deve utilizar um inseticida à base de preparados microbianos de B. thuringiensis.

 

* Para o devido cumprimento das normas por parte do sr. agricultor, é obrigatória a frequência de uma ação de formação sobre "Coexistência entre culturas de variedades geneticamente modificadas e outros modos de produção" e a respectiva notificação da intenção de sementeira até 20 dias antes da sementeira do campo com variedades GM.

 

 

 

 

 

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